Tecnologia

São Francisco pode ser 1ª cidade a banir tecnologias de reconhecimento facial

Publicado dia 02/02/2019 às 14h48min
Mais do que proporcionar supostos benefícios, uso da tecnologia colocaria em risco direitos e liberdades civis, defende o projeto

São Francisco pode ser 1ª cidade a banir tecnologias de reconhecimento facial

Mais do que proporcionar supostos benefícios, uso da tecnologia colocaria em risco direitos e liberdades civis, defende o projeto

Especialistas apontam as questões éticas envolvidas no uso de tecnologias de reconhecimento facial por órgãos governamentais ao redor do mundo (Foto: Pexels)

As tecnologias de reconhecimento facial têm sido implementadas em diversas partes do mundo como soluções para segurança pública e privada. Seja para buscar criminosos, como no Rio de Janeiro, ou até mesmo para combater o tráfico de chimpanzés, esse tipo de solução já é uma realidade em vários países.

Na cidade de São Francisco, no entanto, um projeto de lei pretende proibir o uso desse tipo de tecnologia por parte dos órgãos governamentais. O motivo, segundo o site Gizmodo, seria a propensão da tecnologiacolocar em risco os direitos e as liberdades civis – o que superaria seus supostos benefícios.

A proposta apresentada por Aaron Peskin, membro da Câmara de Supervisores de São Francisco, alerta para o fato de que tecnologias de vigilância, em geral, "têm sido usadas ​​historicamente para intimidar e oprimir certas comunidades e grupos mais do que outros" – incluindo os que são "definidos por uma raça, etnia, religião, nacionalidade, nível de renda, orientação sexual ou perspectiva política comum”. A visão, portanto, é de que "a tecnologia vai exacerbar a injustiça racial e ameaçar nossa capacidade de viver livre do monitoramento contínuo do governo”. 

O projeto, além de proibir o uso de tecnologia de reconhecimento facial pelo governo ou de quaisquer dados extraídos dele, também detalha como a cidade será mais responsabilizada pela forma como usa esse tipo de solução, segundo o Gizmodo.

Uma das medidas prevê que departamentos municipais enviem relatórios de impacto sobre a tecnologia, que seriam avaliados por um conselho de supervisores. Além disso, nenhum departamento de governo pode “obter, reter, acessar ou usar” o reconhecimento facial ou qualquer informação obtida por meio dele.

Além dos dilemas éticos envolvidos, as tecnologias de reconhecimento facial ainda precisam provar que são eficientes e, sobretudo, livre de preconceitos. Cientistas da computação do MIT já destacaram exemplos de sistemas racistas nos quais rostos mais escuros são sub-representados nos conjuntos de dados utilizados para treinar a tecnologia.

Fonte: https://epocanegocios.globo.com

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